
Ele deixa muita saudade em todos os que tiveram o privilégio e a oportunidade de conviver com ele, de prestigiar seu trabalho ou apenas de conhecê-lo.
Fabio Sabag levou alegria, entretenimento e cultura a milhares e milhares de pessoas deste País. Quem pôde sentir de perto o calor humano e a tamanha bondade que este grande homem transmitiu ao próximo durante toda sua jornada, sabe quanta falta fará cada sorriso, cada abraço, cada gesto, cada palavra…
Sabag foi um exemplo de vida. (E não digo isso agora que ele se foi. Quem leu meu livro sabe!) São essas as pessoas de que o mundo precisa. Homenagens e méritos são concebidos à tantas pessoas que pregam a desordem, o consumo de drogas, a banalização da moral e dos bons costumes, a falta de respeito… Que homenagens foram prestadas a este homem, que atuou no primeiro teleteatro do Brasil, trabalhou em mais de 75 espetáculos, em mais de 45 telenovelas e em mais de 50 filmes (dentre as 7 mil participações no teatro, cinema e TV) e que dirigiu, indiscutivelmente, o melhor programa infantil da história da televisão (o Teatrinho Trol, que ficou no ar por 10 anos)? Nenhuma. Era ano novo, as queimas de fogos de artifício de todos os 26 estados do Brasil dariam mais “ibope” aos telejornais – e as mesmas notícias foram transmitidas por todos!
A importância de Fabio Sabag para a televisão e para o teatro brasileiros foi de uma grandeza imensurável e infelizmente, por ironia da vida e ingratidão de muitos, seu trabalho caiu no esquecimento a partir do momento em que se afastou dos palcos e das câmeras.
Hoje que ele se foi, o que podemos fazer é pedir a Deus que acolha sua alma e o receba em sua paz. Ele foi um homem muito católico e tinha uma fé inabalável. Por isso, gostaria de homenageá-lo unindo amigos e admiradores para orarmos, em uma missa de sétimo dia, a ser realizada na noite de quarta-feira, 7 de janeiro de 2009, às 19h30, à Paróquia São João de Brito (Rua Nebraska, 868 – Brooklin/ Tels: 5047-9043 e 5531-7824).
“É muito louvável pedir a intercessão das almas de nossos próximos que morreram piedosamente. Deus atende muito especialmente as oraçöes feitas por sua valiosa intermediação. Mas näo deixemos de rezar pelas almas do Purgatório, pois constitui uma obra de caridade muito do agrado de Deus.”
Convido a todos a participar desta solenidade mas, aos que não puderem estar presentes, convido a elevar o pensamento na mesma hora em que a missa estiver sendo rezada. Em Ef 5,18-20, o Senhor diz a nós que “devemos entoar JUNTOS salmos, hinos e cânticos espirituais” - é daí o fundamento de orarmos em comunidade. Quando rezamos comunitariamente, todos os dons se manifestam – os dons que Deus distribui a cada um conforme deseja. Nossa intercessão em comunidade e a união de nossos dons e daqueles por quem oramos nos torna canais da graça do Senhor.
Ficarei muito grata a todos!
Beijos, com carinho.
P.S.: Vejam o vídeo que fiz em homenagem a Fabio Sabag, no YouTube:
Um homem que abdicou de sua vida pessoal para dedicar-se exclusivamente às artes cênicas, um homem que lutou anos contra um câncer que o debilitou em tantos momentos, um homem tão querido por todos que o rodearam, tão gentil, tão amável… Um homem que, hoje, fez chorar a tantas pessoas… Fabio Sabag foi um grande homem.
Estou quieta, revendo fotos, lendo notícias, lembrando dos bons momentos ao lado dele… na esperança de que tudo isso seja um pesadelo e de que, quando eu acorde, ele esteja lá, sentadinho em sua poltrona, com os pés apoiados na mesa de centro, olhando para a televisão, passando os dedos da mão direita na sobrancelha e batucando os dedos da esquerda no braço de vime da cadeira… Como costumava fazer…
Lembro-me do dia em que o vi muito mal, triste, quieto… Pedi à minha amiga Simone que fosse comigo à casa dele para realizar uma sessão de Reiki. Ele sorriu, me agradeceu e disse que eu o fazia muito bem. Naquele dia, após almoçarmos juntos, fui dar uma volta em Copacabana para comprar-lhe uma pedra energizante. Dei-lhe uma esmeralda para atrair-lhe saúde. Passei horas chorando, sentada à beira-mar, olhando para o horizonte e pedindo a Deus que o curasse daquele terrível mal.
Nos falamos pela última vez no dia 24 de novembro, quando ele me ligou para agradecer o presente de aniversário que eu havia enviado alguns dias antes. Ele estava tão bem… fazia planos… Disse que gostaria de estrear um monólogo em 2009 e eu o prometi aplaudí-lo de pé, da primeira fila. Não deu tempo. Ele disse que viria a São Paulo me visitar… Não deu tempo. Prometi voltar à sua casa no começo do ano, para darmos risadas e saborearmos algumas de suas obras culinárias… Também não deu tempo. Ele foi internado no dia 27 e não saiu do hospital desde então.